terça-feira, 24 de novembro de 2009

E assim caminho...


É fim de tarde avermelhada é a coloração da cidade.

A rua em que caminho me leva à praia, o pôr do sol por hora me retira do exílio programado E invade de luz minha alma.

Vejo uma embarcação cortando lentamente as ondas entre redes e remos pescadores talvez comemorem boa pesca

E eu encharcado de lembranças me reencontro com a praia da minha infância mergulho nas minhas memórias para rever aquele menino travesso que corria por essa areia sem compromisso com o futuro. Menino que ainda mora em mim

ingênuo continua sem entender da mecânica celestial esperando carona para o astro mais distante da sua vida láctea esse menino se refugiou dentro de mim onde não há Deus nem o diabo O maniqueísmo foi extinto.

Partiu sem deixar testamento,nem cartas de amor não havia o que deixar tornou-se eremita de minha alma andarilho dos meus sonhos.

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